Quer muito manter laços de amizade com o seu ex? Isso pode significar que é psicopata

Se faz tudo por manter uma relação de amizade com o seu ex-companheiro/a, em nome do que viveram juntos, fique a saber que, segundo um estudo da Universidade de Oakland, podem existir traços de psicopatia por detrás desse propósito.

Texto de Alexandra Pedro

O ponto final numa relação pode ser duro, frustrante e incapacitante, mas no momento da separação há casais que procuram manter a ligação e a amizade.

No entanto, segundo um estudo da Universidade de Oakland, as pessoas que mantêm um relacionamento amigável com os seus antigos parceiros podem esconder traços de psicopatia.

o interesse em manter uma relação cordial com o ex é percetível em personalidades com traços maquiavélicos, narcisistas e psicopatas

Ao analisar o comportamento de 861 indivíduos, os especialistas identificaram alguns interesses comuns nas relações construídas depois de um relacionamento amoroso chegar ao fim, tais como: amor, status, informação, dinheiro e sexo.

Este interesse em manter a relação cordial é percetível em personalidades com traços maquiavélicos, narcisistas e psicopatas, de acordo com o mesmo estudo.

Raúl Padilla, psicólogo especialista em terapia de casais, explica à Buena Vida (revista do El País) que a Organização Mundial de Saúde «estabelece como características comuns dos psicopatas o comportamento irresponsável e a falta de tolerância à frustração» e que a «essas duas características» devemos adicionar o hábito de «culpar constantemente os outros por não serem capazes de assumir seus erros».

«As conclusões deste estudo são interessantes», pois mostram intenções egoístas, como o «acesso continuado a sexo», diz A PSICÓLOGA Paulette Sherman

Ao Independent, a psicóloga Paulette Sherman diz que «namorar já é difícil o suficiente sem que todos pensem que manter a amizade com o ex tem motivações ou tendências psicopatas em mente». Disto isto, para a psicóloga, «as conclusões do estudo são interessantes», visto que mostram intenções egoístas, como o «acesso continuado a sexo, informação ou outros benefícios».

Ainda assim, a psicóloga alerta para o facto de não se poder generalizar, tendo em conta que nem todos os ex-casais pensam da mesma forma. «Alguns optam por permanecer amigos por razões normais e altruístas, porque querem realmente o melhor para o seu anterior companheiro», diz a especialista.