6 erros que todos cometemos ao preparar as marmitas

Já todos aderimos às marmitas e sim, são do mais saudável e económico para comer fora de casa. A menos que caia nestes erros comuns e facilmente evitáveis.

Texto de Ana Pago | Fotografias da Shutterstock

CAIXAS MUITO GRANDES

Está a ver aqueles recipientes bojudos que mais parecem grandes copos com tampa e se arrumam facilmente na mochila? São ótimos para levar saladas para o trabalho, por exemplo, mas se calhar não os mais indicados para encher de empadão, arroz ou outros pratos/alimentos que devam ser ingeridos em quantidades moderadas. O ideal é dispor de caixas com diferentes capacidades, feitios e até materiais, e ir ajustando à ementa específica decidida para cada dia.

OU DEMASIADO PEQUENAS

O contrário também acontece com frequência, com a agravante de que caixas excessivamente pequenas podem não conter toda a comida de que necessitamos para suprir as necessidades do organismo. Se ainda não tem bem a noção das quantidades que os seus recipientes levam, monte primeiro um prato e transfira para a marmita. Não lhe serve de nada almoçar seis folhas de rúcula se depois tiver de ir ao café comer uma fatia de bolo brigadeiro para acabar com a fraqueza.

POUCA VARIEDADE

Que é como quem diz comer sempre o mesmo, todos os dias, sem variar na qualidade das proteínas ou dos hidratos de carbono escolhidos, o que pode resultar na carência de certos nutrientes essenciais ao bom funcionamento do organismo. Concordamos consigo: bife de peru grelhado com salada de tomate e arroz integral é ótimo, mas também o é uma dourada com legumes salteados e batatinhas assadas. Já para não falar no facto de que comer o mesmo bife todos os dias é capaz de o encher de desejos de ir antes ao chinês comer porco frito.

PROPORÇÕES INCORRETAS

Nem uma marmita a transbordar só de massa, nem uma salada isenta de um fiozinho de azeite, umas nozes ou um pouco de frango ou atum, sem os quais irá ficar cheio de fome mal sair da cantina. Tal como no prato, o ideal é equilibrar sempre vegetais (metade da dose total), hidratos de carbono (um quarto) e proteínas de origem animal ou vegetal (o quarto restante). Uma peça de fruta – vá variando também neste ponto – funciona lindamente como sobremesa ou como snack entre refeições, se por acaso a fome apertar entretanto.

SAUDÁVEL SÓ AO ALMOÇO

Ainda na onda de respeitar as proporções entre grupos alimentares, também não vale cair no erro de achar que por ser o mais saudável possível ao almoço – levando para o trabalho aquela posta irrepreensível de peixe-espada grelhado, com acompanhamento de brócolos cozidos e um pouco de grão – pode descurar à vontade o resto das refeições, incluindo comer um croissant com chocolate ao lanche todos os dias, ou jantar bacalhau com natas e doce da avó. Sobretudo se o seu propósito for emagrecer, manter a linha ou ganhar saúde.

COMIDA A MAIS

Acontece a toda a gente: um mau cálculo das quantidades que vão ser precisas para as marmitas e, de repente, temos no fogão um abastecimento que dava para alimentar um exército. Se isso suceder consigo, não insista em encher demasiado as caixas para escoar o excedente – apenas fará com que exagere nas doses diárias sem necessidade. O melhor é dividir por porções individuais e congelar para consumir na semana seguinte: além de não se estragar, sempre adianta trabalho.