13 formas simples de ser mais feliz, segundo a ciência

Há quem diga que é um estado de espírito. Que somos nós que a criamos. Que depende mais daquilo que fazemos do que das circunstâncias da vida. No Dia Internacional da Felicidade, nós dizemos-lhe simplesmente que está ao seu alcance encontrá-la onde menos espera.

Texto de Ana Pago | Fotografias da Shutterstock

TOME UM BOM PEQUENO-ALMOÇO

Estamos sempre a ouvir que o pequeno-almoço é a refeição mais importante, a mais energética, a mais prazerosa, e isto porque dá geralmente o tom ao resto do dia, concordam os nutricionistas entre si. Na dúvida sobre o que comer, deite uma porção de flocos de aveia para uma taça (é rica em hidratos de carbono complexos e de absorção lenta); cubra com iogurte natural ou leite magro, envolvendo até ficarem macios; componha com um pouco de fruta da época aos pedaços e alguns frutos secos (ajudam a controlar a diabetes e o mau colesterol), polvilhe com canela e desfrute do primeiro de muitos momentos felizes.

SEJA GENTIL

São muitas vezes pequenos gestos que não nos custam nada, como segurar a porta para alguém passar ou sorrir a um desconhecido que nos pareceu triste. Contudo, diversos estudos mostram que a gentileza não só tem frequentemente um impacto decisivo na vida das pessoas com quem fomos gentis, como na nossa própria. Mais: um estudo de psicologia conduzido por Emily Ansell, da Universidade Yale, conclui que quanto melhores formos com os outros durante o dia, menores são os níveis de stress que nos impedem de dormir à noite e mais felizes somos de um modo geral.

CUIDE DE SI

Pode ser um passeio, um jantar com amigos, um café na praia, um tempo em silêncio entre livros – ao sentir-se à beira de um ataque de nervos, o importante é fazer algo que o ajude a livrar-se dessa energia negativa que lhe está mesmo a apetecer descarregar na primeira pessoa que lhe aparecer à frente. E aqui, segundo um estudo divulgado no Journal of Consumer Psychology, muitos pequenos prazeres conseguem trazer-nos mais felicidade do que poucos grandes prazeres.

MEXA-SE BASTANTE

Não precisa de se inscrever no ginásio se não é a sua onda: basta ir para a rua brincar com o cão durante um bocado. Ou então procurar no YouTube uns vídeos que lhe encham as medidas, desviar a mesa da sala para evitar acidentes e começar a movimentar o corpo seguindo o seu próprio plano de ação. Ainda se sente um bocadinho enferrujado? Amanhã será melhor, de certeza absoluta, além de já estar a libertar dopamina, um químico no cérebro que nos enche de felicidade e prazer.

DEIXE SAIR A RAIVA

A avaliar por um estudo da Universidade Drexel, EUA, gritar e grunhir aumenta em dez por cento os níveis de força de uma pessoa. Em termos emocionais, traduz-se em confiança e numa autoestima que se refletem positivamente na ação. Diversos estudos demonstram ainda que gritar ativa o sistema opioide endógeno, que reforça a nossa tolerância à dor. “A sociedade costuma proibir-nos de gritar, pelo que o soltar propositado da capacidade vocal pode dar-nos uma agradável sensação de poder – sobre as nossas próprias emoções e não só”, explica o psicólogo Vítor Rodrigues, apologista de um bom grito para deixar que as frustrações deem lugar ao bem-estar.

LIVRE-SE DE PENSAMENTOS NEGATIVOS

Afirmações carregam o poder de programar a mente subconsciente até se traduzirem num resultado concreto. Problema: também funcionam pela negativa, pelo que quanto mais repetir “detesto isto”, “esta vida stressa-me”, “sou tão infeliz”, mais terá disso. Experimente fazer antes afirmações positivas: são do melhor para lembrar que está nas suas mãos decidir o que quer para si. Além de vários estudos sugerirem que o otimismo reduz o risco de doenças cardiovasculares, depressão e aumenta a longevidade em 20 por cento face aos pessimistas.

VALORIZE O SEU TEMPO

“Não somos super-heróis com superpoderes, somos humanos e temos limitações”, sublinha a especialista em gestão do tempo Catarina Gomes, investigadora no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Sendo assim, diz, é fundamental dizer “não” com mais frequência para garantir que fazemos também aquilo que nos realiza e descontrai, além dos deveres. O seu tempo não vale menos que o dos outros, pelo que é importante decidir o que lhe apetece fazer com ele.

RESPIRE AR PURO

Não há como a natureza para nos limpar de cargas negativas: segundo um estudo da Universidade de Edimburgo, na Escócia, uma caminhada revigorante em parques, jardins ou outros espaços verdes com árvores reduz a frustração e proporciona um maior envolvimento nas tarefas do dia-a-dia. E o melhor é que bastam uns minutos desta terapia ao ar livre, pelo que a falta de tempo não serve como desculpa.

AFASTE-SE DAS REDES SOCIAIS

A ideia não é romper com a tecnologia e sim moderar o uso que fazemos do Facebook, Instagram e demais redes sociais que afetam a nossa saúde mental de acordo com aquilo que apurou uma pesquisa realizada pela instituição de saúde pública Royal Society for Public Health, do Reino Unido. O mesmo vale para os fluxos ininterruptos de notícias, que só geram mais e mais ansiedade se a pessoa não se conseguir desligar um pouco para ir filtrando o que vê. Liberte-se do vício do imediatismo.

FALE COM QUEM AMA

Seja no trabalho, no ginásio ou nas aulas de costura criativa, estar com amigos tem um claro poder curativo que ajuda a aliviar os males do corpo e da alma. A ciência aplaude estes laços emocionais, confirmando que reduzem a ansiedade, libertam preocupações e contribuem para viver mais e melhor, sobretudo se as pessoas tiverem por hábito rir juntas. De que é que está à espera para ligar?

PONHA A SUA MÚSICA PREFERIDA

Quando até os bebés reagem às músicas de que mais gostam, como não dar crédito às múltiplas pesquisas que asseguram que ouvir música traz felicidade? Como esta australiana que estabeleceu que pessoas que interagem intencionalmente com a música, e a partilham com outras, têm ali uma arma poderosa para elevar os ânimos, acelerar a pulsação, reduzir a ansiedade e até combater os efeitos da depressão.

PRATIQUE A GRATIDÃO

É mais um ponto que tem a ver com a mudança de foco e energia: se reclama porque tem contas para pagar, experimente antes agradecer o facto de poder pagá-las. Reencontra um velho amigo na rua e chega ao trabalho já depois da hora de entrada? Sinta-se grato por esse encontro em vez de reclamar pelo atraso com a conversa. Pessoas gratas pelo que têm tendem a atrair ainda mais abundância para as suas vidas. Além de serem especialmente animadas graças à redução de cortisol (a hormona do stress) no organismo.

PERDOE ALGUÉM

Já antes lhe falámos da necessidade de se libertar de emoções negativas como o rancor, a raiva, o ciúme, o medo – a que propósito iria ficar apegado a elas se não lhe fazem bem nenhum? Pessoas felizes sabem que perdoar é o primeiro passo para retirarem influência a alguém que lhes fez mal e soltarem, finalmente, a carga emocional que as impede de crescer. Já para não falar dos benefícios de se abrir mão da mágoa, segundo a ciência: a prática reduz a ansiedade, potencia o bem-estar e fortalece o sistema imunitário.