40 por cento das pessoas preferem ter Wi-Fi a sexo, diz estudo

Tal como escolhem ter Wi-Fi em vez de chocolate ou álcool, se lhes pedirem que se decidam apenas por um. Confirma-se: a internet sem fios está cada vez mais poderosa a manter os parceiros hiperligados. Ainda que não seja entre si.

Texto de Ana Pago | Fotografias da Shutterstock

Toca a todos: sexo em todos os cantos do prédio no início do namoro, sem dar para conter o desejo até chegar a casa, e a certa altura já nem o pijama se tira que é para ser mais rápido. E isto quando os casais ainda preferem ter relações a irem à procura de Wi-Fi, revela um estudo da empresa americana iPass, líder mundial em software e serviços de acesso à internet de banda larga sem fios.

Após entrevistar mais de 1700 voluntários dos EUA e Europa, as conclusões (no mínimo surpreendentes) da multinacional indicam que 40 por cento das pessoas elegem a ligação Wi-Fi como a coisa mais indispensável, marcante e útil no seu dia-a-dia, à frente da intimidade com o parceiro.

40 por cento das pessoas preferem Wi-Fi a sexo, chocolate e álcool.

Para trás ficam justamente o sexo – escolhido por 37 por cento dos inquiridos que continuam a preferir ligações “palpáveis” às wireless –, o chocolate – que 14 por cento não trocam por nada deste mundo, por muito boa que seja a rede de internet móvel – e o álcool – eleito por 9 por cento dos entrevistados.

«O Wi-Fi não é apenas o método mais popular de ligação à internet: suplantou muitos outros luxos e necessidades humanas», sublinha a responsável pela estratégia comercial da iPass, Patricia Hume, considerando esta realidade impensável há alguns anos.

Impensável e preocupante, reconhece o estatístico britânico David Spiegelhalter, que aponta o uso constante da internet e dos smartphones como os principais culpados das penúrias nas camas de todo o mundo.

72 por cento dos entrevistados também assumem já ter escolhido hotéis com base na sua experiência de Wi-Fi.

«Trocamos com frequência os nossos parceiros pelo novo episódio de Game of Thrones ou Stranger Things. Por este andar estaremos sem sexo em 2030», prevê o professor da Universidade de Cambridge, ciente de que a internet influencia a maioria das escolhas que as pessoas fazem diariamente.

Incluindo nas suas viagens e deslocações, confirma o mesmo estudo da iPass, segundo o qual 72 por cento dos entrevistados assumiram já ter escolhido hotéis com base na sua experiência de Wi-Fi, enquanto 21 por cento admitem fazer sempre isto.

E uma vez que a falta de sexo acabará sempre por ser um problema, de uma forma ou de outra, veja na fotogaleria o que os especialistas aconselham aos casais. Mais vale prevenir…