6 atitudes típicas dos adolescentes que deixam os pais de cabelos em pé

As frases: «não voltas a falar-me assim» ou «vai já para o teu quarto» são-lhe familiares? Quantas vezes já as repetiu na última semana? Não pense que acontece só consigo. Todos os pais sofrem do mesmo.

Texto DN Life | Fotografias Shutterstock

«É fundamental os pais adolescerem com os filhos. Isto é, saberem que é uma fase nova, com características novas, conhecê-la bem, perceber os motivos de certos comportamentos e atitudes, que precisam de novos ajustamentos, de novas regras e muita flexibilidade», diz a psicóloga infanto-juvenil e de aconselhamento parental, Rita Castanheira Alves.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a adolescência é caracterizada como um período de crescimento e desenvolvimento humano, que ocorre entre os dez e os 19 anos. «É uma etapa essencial para a construção da identidade e da individualidade, de modo a criar as condições necessárias para a construção do adulto independente», explica a especialista.

Há algumas atitudes que deixam os pais de cabelos em pé. Saiba quais são.

Desarrumação

Cama por fazer, camisolas para um lado e meias para o outro. Quem é que nunca entrou no quarto do filho e ficou à beira de um ataque de fúria? A desarrumação é um problema que aumenta com a adolescência, uma vez que os jovens obedecem menos aos pais, movimentam-se e têm interesses mais diversos. Há que dar o desconto, mas não deixar de impor regras no que à arrumação diz respeito. A ordem e a arrumação devem ser estimuladas desde a infância e isto é meio caminho andado para que na adolescência a questão não assuma dimensões de catástrofe: porque se integrados desde cedo, os comportamentos acabam por ser adotados de forma automática e contínua.

Mudanças de humor

«Há mudanças efetivas neurológicas específicas da adolescência que, numa dança com aquelas que se dão a nível hormonal, criam grandes oscilações e novas sensações, desejos, necessidades, influenciando o adolescente a nível comportamental, emocional e social», diz Rita Castanheira Alves. Na adolescência, os jovens são muito vulneráveis em relação à opinião dos outros, uma vez que estão em constante mudança. Muitas vezes, o que acontece é que certas atitudes, dependem muito das pessoas com quem eles se relacionam e, para os pais, essas mudanças podem ser alvo de conflito. A melhor forma de lidar com isso é com compreensão, afeto e bom senso (e com a memória do seu próprio período de adolescência).

Discussões

A adolescência é uma fase de maior independência, em que os jovens julgam que a figura do adulto não é importante. Os pais devem estabelecer um nível de comunicação com os filhos capaz de os perceber, enquanto pais e educadores. «De acordo com as diferenças geracionais dos pais e dos filhos e com as diferenças efetivas nas características de uns e de outros, perante a necessidade de afirmação da individualidade e de questionamento do adolescente, comunicar torna-se uma tarefa grande e desafiante para os pais», explica Rita Alves.

Influência dos amigos

Nesta fase, os jovens sentem-se incompreendidos, independentes e incapazes de receber críticas. O grupo é como se fosse a sua «família». Se há um problema, é ao amigo que recorrem. «A comunicação entre pais e filhos é fundamental para a relação de ambos e, na adolescência, chega a ser determinante», diz a psicóloga, explicando que «os pais devem saber o que o adolescente precisa e em que fase está o seu cérebro, depois só têm de adaptar a forma de comunicar. Dar-lhes mais espaço para aceitar uma opinião contrária, para o questionar e, num misto de firmeza, ter uma capacidade de negociação assertiva.»

Sexo precoce

O sexo é uma parte importante no processo de maturação do jovem. A adolescência é a altura da descoberta do prazer e das sensações. No entanto, como diz Rita Castanheira Alves, «ainda é um assunto tabu entre alguns pais e filhos, e pouco encarado como um assunto natural e importante para a vida e desenvolvimento de uma pessoa.»

O risco

É importante que os pais ensinem os filhos a tomar boas decisões, uma vez que é um elemento fundamental na educação de um jovem. Segundo a psicóloga, «há uma necessidade de experimentar e pertencer a outros grupos. É um voo indispensável ao desenvolvimento.»