A doença moderna de estar sempre ocupado

Há muito que se estuda formas de combater o stress e a depressão. Agora, a «doença da modernidade» está no modo (exagerada) como nos mantemos ocupados. Qual é a solução?

Texto de Alexandra Pedro | Fotografia ShutterStock

Derek Beres, personal trainer, lançou a questão: «Porque estar constantemente ocupado é uma doença moderna?» Para chegar à resposta recorreu a um dos gurus do mindfulness: Jon Kabat-Zinn.

Kabat-Zinn quis encontrar formas de reduzir o stress e depressões através do mindfulness, obtendo os primeiros resultados em 1979, num programa da Escola Médica da Universidade de Massachusetts, EUA.

«Estar sempre acelerado, atormentado, distraído, ansioso e ausente está a matar-nos»

Passados quarenta anos, continuam os estudos (e as preocupações, entenda-se) em torno da falta de ligação entre a mente e o aqui e agora.

Foi numa das suas aulas de ioga que Derek Beres se deparou com este problema e com a crescente dificuldade de os seus alunos encontrarem o foco e a atenção.

O stress dos aprendizes – resultante de estarem sempre online, disponíveis e ocupados – revelava-se através dos «ombros tensos, das pontas dos dedos unidas e dos olhos que percorriam a sala constantemente».

Caminhar, brincar com os gatos ou relaxar com um banho quente são algumas das dicas de Dereck para conseguir relaxar.

Foi então que o especialista de fitness decidiu criar uma lista de «momentos» que as pessoas não necessitam obrigatoriamente de «preencher».

Caminhar, brincar com os gatos ou relaxar com um banho quente são algumas das dicas de Derek, que sublinha a importância de se afastar da tecnologia nestes momentos.

«No final, é a relação entre o sistema nervoso e ambiente o mais importante. Há muito que não conseguimos controlar, mas a forma como nos movemos no mundo ainda nos pertence», diz Derek Beres. E acrescenta: «Estar sempre acelerado, atormentado, distraído, ansioso e ausente está a matar-nos.»


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