A vida sexual dos portugueses em números

Esta terça-feira, 4, assinala-se o Dia Mundial da Saúde Sexual. Sabe em que altura do ano as pessoas esperam ter mais sexo? Ou quantas vezes têm os portugueses relações sexuais por semana?

Texto de Alexandra Pedro | Fotografia iStock

A fadiga e o cansaço são em 83 por cento das vezes as desculpas mais utilizadas pelos portugueses para não ter sexo.

De acordo com um inquérito global sobre disfunção erétil, realizado em 2012, surgem logo de seguida as dores de cabeça (24 por cento) e as dores musculares (15 por cento).

No dia em que os portugueses parecem ter menos vontade de fazer sexo (segunda-feira), é quando os sites de pornografia têm mais visitas

O verão é a época do ano em que os casais esperam ter mais (e melhores) relações sexuais. Segundo um estudo da Durex, feito em 2016, com uma amostra de duas mil pessoas, 52% dizia esperar melhor sexo nas férias, mas 60% admitia que a realidade não correspondia às expetativas.

De acordo com outro inquérito feito a nível nacional, 54 por cento dos portugueses assegura ter sexo pelo menos duas vezes por semana, sendo que o sábado é o dia preferido e a segunda-feira o menos apetecível.

Já em relação à pornografia, os dados parecem inverter-se. Segunda-feira é o dia em que os sites pornográficos têm mais visitas, enquanto que sábado é o menos popular.

De acordo com um estudo do site pornográfico Pornhub, realizado em 2017, é entre as 23h e a 1h00 que estas páginas são mais frequentadas e essencialmente pelo sexo masculino (apenas 22 por cento das mulheres consomem pornografia em Portugal). Aos 35 anos é a idade em que mais se consome este tipo de conteúdos.

Orgasmos: elas e eles

O Instituto Kinsey, especializado nesta matéria e com vários estudos publicados, indica que os homens têm orgasmos mais frequentemente que as mulheres. Em percentagem: 85 por cento dos homens dizem ter tido um orgasmo na última relação sexual, enquanto, no caso das mulheres, o número desce para os 64 por cento.

Ao analisar os orgasmos femininos, um estudo da Durex indica que 2/3 das mulheres dizem nem sempre atingir orgasmos nas relações sexuais, sendo que mais de metade (56 por cento) não fala com o parceiro sobre a frequência ou intensidade dos mesmos.

Estudo com jovens universitários indica que 40 por cento não deixa espaço na ponta do preservativo ao aplicá-lo

A resistência dos homens: do precoce ao épico

É na obra Sexo – Livro de instruções, de Felícia Zopol – com ilustrações de Paul Kepple e Scotty Reifsnyder – que se contabiliza a resistência dos homens durante o sexo, dividindo-os em cinco «categorias».

São elas: precoce (dos 0 aos 2 minutos), média (dos 3 aos 13), acima da média (dos
14 aos 30), supergaranhão (dos 31 aos 45 minutos) e, ainda, épico (que aguenta mais de 45 minutos).

«Surpergaranhão» ou não, de acordo com um estudo realizado pelo Instituto Kinsey com universitários norte-americanos, o uso de preservativo continua a colocar algumas questões.

Ora veja: 40 por cento não deixa espaço na ponta do preservativo ao aplicá-lo, 43 por cento coloca o preservativo depois de iniciar o ato sexual, 32 por cento perde a ereção quando o coloca. Já para não falar – e isto é um dado preocupante -, nos 42 por cento que não usaram preservativos na última relação sexual porque não tinham.

O erotismo nacional

Um estudo da Universidade de Coimbra, realizado este ano, mostra que 16,4 por cento dos portugueses gosta de massagens eróticas.

A mesa erótica humana (9,9%) e jantar às escuras (9%) são outras das práticas mais apreciadas pelos casais.

Erotismo, por assim dizer, que, por cá, inicia-se depois dos 15 anos, idade – em média – em que os jovens portugueses têm a sua primeira relação sexual, segundo um estudo da Aventura Social, realizado em 2011.

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