Alzheimer: o que é preciso saber sobre esta doença

O Dia Mundial da Doença do Alzheimer assinala-se esta sexta-feira, 21 de setembro. A tendência, segundo vários estudos, é que esta seja uma doença em constante crescimento. Em 2050, estima-se, estarão mais de 130 milhões de pessoas com demência, sendo que o Alzheimer abrange 60 a 70 por cento destes casos.

Na fotogaleria em baixo, resumimos em quatro pontos aquilo que deve saber sobre esta doença, descrita como dolorosa para quem a vive de perto, irreversível para quem dela sofre.

Texto de Alexandra Pedro | Fotografia iStock

Prevalência

Representa cerca de 60 a 70 por cento dos casos de demência e estima-se que o número possa triplicar em 2050. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 47,5 milhões de pessoas vivem com demência em todo o mundo, sendo que a estimativa seja que o número aumente para 75,6 milhões em 2030 e triplique (135,5 milhões) em 2050.

Em Portugal, com base no relatório Health at a Glance 2017, da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), estima-se que 205 mil pessoas sejam afetadas por algum tipo de demência, número que também terá tendência a aumentar, prevendo-se a contabilização de 322 mil casos em 2037.

O que é?

O Alzheimer pode descrever-se como a morte neuronal em determinadas partes do cérebro. Esta deterioração é progressiva e irreversível, incapacitando algumas funções cognitivas, como a memória, atenção, concentração, linguagem ou pensamento.

Esta patologia pode ainda dividir-se em dois tipos. O mais comum é o Alzheimer que aparece de forma esporádica e que ocorre habitualmente a partir dos 65 anos. O segundo tipo é o chamado Alzheimer familiar, que surge pela transmissão de uma geração para outra. «Se um dos progenitores tem um gene mutado, cada filho terá 50 por cento de probabilidade de herdá-lo. A presença do gene significa a possibilidade de a pessoa desenvolver a Doença de Alzheimer, normalmente entre os 40 e 60 anos», descreve a Associação Alzheimer Portugal.

Os sintomas

Há alguns sinais que são mais frequentes entre as pessoas que sofrem de Alzheimer. As dificuldades de memória persistentes e frequentes, bem como mostrar dificuldade em ter um discurso coeso durante uma conversa podem ser alguns dos sintomas associados à doença.

Esquecer-se de pessoas ou lugares conhecidos, demorar demasiado tempo nas tarefas diárias ou perder o entusiasmo com certas atividades que apreciava anteriormente podem resultar da patologia. As competências sociais normalmente são também afetadas.

Estes sintomas podem variar e progredir de forma diferente em cada caso. «A doença acaba por levar a uma situação de dependência completa e, finalmente, à morte. Uma pessoa com Doença de Alzheimer pode viver entre três a vinte anos, sendo que a média estabelecida é de sete a dez anos», indica a Associação Alzheimer Portugal.

Tratamento

Até à data não existe cura para o Alzheimer. No entanto, esta é uma doença em permanente investigação. Nos casos em que há um diagnóstico precoce da doença, existem medicamentos que mantêm o funcionamento cognitivo estável numa fase inicial.