Blue Monday: a pior segunda-feira de todas (e como ultrapassá-la)

Se uma segunda-feira normal já nos deixa tristes, imagine a Blue Monday, considerada a data mais deprimente do ano pelo psicólogo Cliff Arnall. Consegue ser ainda pior do que o pior dia da semana, mas há boas formas de lhe sobrevivermos.

Texto de Ana Pago | Fotografias da Shutterstock

Avaliamos as resoluções já furadas desde o natal, o estado deplorável da nossa conta-poupança, a desmotivação para enfrentar 2020 e não nos é nada difícil perceber porque é que hoje, 20, a terceira segunda-feira de janeiro, é o dia mais depressivo do ano – a sombria Blue Monday teorizada por Cliff Arnall, psicólogo da Universidade de Cardiff, Reino Unido.

A primeira, segundo o especialista, ocorreu a 24 de janeiro de 2005, quando engendrou a fórmula científica da Blue Monday tendo em conta fatores como as condições climáticas e o quanto nos afetam, dívidas acumuladas e a capacidade de pagá-las, a urgência em fazer coisas e o stress daí resultante e outras variáveis do género.

A mais triste Blue Monday de todas (até ver, segundo ele) foi a de 16 de janeiro de 2017, marcada pela eleição do presidente americano Donald Trump, a angústia em torno do Brexit e a morte de estrelas queridas do público, como o cantor George Michael e a atriz Carrie Fisher (a princesa Leia da saga Star Wars).

A MAIS TRISTE BLUE MONDAY, ATÉ VER, FOI A DE 16 DE JANEIRO DE 2016, MARCADA PELA ELEIÇÃO DE DONALD TRUMP E A ANGÚSTIA EM TORNO DO BREXIT.

«As contas do cartão de crédito são um grande problema após o natal e muita gente sente-se desmotivada», justificou então Cliff Arnall ao jornal britânico The Telegraph. «Outras razões são o Trump e o Brexit, a gerarem ambos incerteza, e as mortes de tantas celebridades na casa dos 50 e 60 anos, que relembram as pessoas da própria mortalidade.»

Claro que houve logo gente a apontar o dedo a Arnall, clamando que o discurso do psicólogo integrou um golpe publicitário da agência de viagens Sky Travel, interessada em saber quando estariam os potenciais clientes mais predispostos a viajar para fugirem à tristeza dos dias.

O ideal é usar esta tristeza para alavancar a mudança, seja a perder peso ou mudar de profissão.

Já o próprio teorizador, entretanto voltado para as conferências em felicidade e confiança organizacional, sugere a todos que usem a Blue Monday para alavancar a mudança, «seja a perderem peso, deixarem de fumar, embarcarem num sonho ou até mudarem de profissão».

Enquanto isso, deixamos-lhe na fotogaleria seis truques simples para elevar o ânimo. Deixar-se afundar neste dia tristonho é que não.

(Texto originalmente publicado a 21 de janeiro de 2019)