Blue Monday: a pior segunda-feira de todas (e como ultrapassá-la)

LUZ. Toda a gente sabe que a luz solar é imprescindível para se obter vitamina D, além de levar ao aumento da produção de endorfinas (as hormonas da felicidade) e de serotonina (neurotransmissor ligado à sensação de bem-estar). É passear um pouco logo que saia do trabalho, ou pelo menos fazer um desvio até ao jardim mais próximo.
DESCANSO. Aqueça o quarto, vista um pijama confortável e renda-se ao descanso, sem culpas. É do melhor para deixar que as forças curativas do organismo façam a sua magia e lhe tragam a energia renovada de que tanto precisa.
AMIGOS. Estar com eles após um dia de trabalho ajuda a reduzir preocupações, ansiedade, stress e tudo o mais que nos consome. É a ciência que o diz: as ligações emocionais têm um poder curativo inigualável.
EXERCÍCIO. Não precisa de ser algo que o deixe com os bofes de fora quando está provado que caminhadas mais ligeiras ao ar livre, passeios de bicicleta, braçadas na piscina ou aulas de dança têm resultados igualmente garantidos no bem-estar físico e mental de quem os pratica. É só escolher o que apetece.
NATUREZA. «Sem vegetação somos criaturas diferentes, mais agressivas», afirma Frances Kuo, investigadora da Universidade do Illinois, EUA. Razão por que vale a pena tê-la por perto, nem que seja num vaso pequeno à secretária.
MÚSICA. Os cientistas atestam que tem o poder de alterar o modo como nos sentimos, a pressão sanguínea, o ritmo cardíaco e respiratório, a produção hormonal e até as ondas cerebrais. Música mexida aumenta a motivação ao fazer disparar as endorfinas e a adrenalina no organismo. Se pelo contrário quiser relaxar os sentidos é só eleger uma banda sonora mais suave.
20/01/2020 por Ana Pago

Se uma segunda-feira normal já nos deixa tristes, imagine a Blue Monday, considerada a data mais deprimente do ano pelo psicólogo Cliff Arnall. Consegue ser ainda pior do que o pior dia da semana, mas há boas formas de lhe sobrevivermos.

Texto de Ana Pago | Fotografias da Shutterstock

Avaliamos as resoluções já furadas desde o natal, o estado deplorável da nossa conta-poupança, a desmotivação para enfrentar 2020 e não nos é nada difícil perceber porque é que hoje, 20, a terceira segunda-feira de janeiro, é o dia mais depressivo do ano – a sombria Blue Monday teorizada por Cliff Arnall, psicólogo da Universidade de Cardiff, Reino Unido.

A primeira, segundo o especialista, ocorreu a 24 de janeiro de 2005, quando engendrou a fórmula científica da Blue Monday tendo em conta fatores como as condições climáticas e o quanto nos afetam, dívidas acumuladas e a capacidade de pagá-las, a urgência em fazer coisas e o stress daí resultante e outras variáveis do género.

A mais triste Blue Monday de todas (até ver, segundo ele) foi a de 16 de janeiro de 2017, marcada pela eleição do presidente americano Donald Trump, a angústia em torno do Brexit e a morte de estrelas queridas do público, como o cantor George Michael e a atriz Carrie Fisher (a princesa Leia da saga Star Wars).

A MAIS TRISTE BLUE MONDAY, ATÉ VER, FOI A DE 16 DE JANEIRO DE 2016, MARCADA PELA ELEIÇÃO DE DONALD TRUMP E A ANGÚSTIA EM TORNO DO BREXIT.

«As contas do cartão de crédito são um grande problema após o natal e muita gente sente-se desmotivada», justificou então Cliff Arnall ao jornal britânico The Telegraph. «Outras razões são o Trump e o Brexit, a gerarem ambos incerteza, e as mortes de tantas celebridades na casa dos 50 e 60 anos, que relembram as pessoas da própria mortalidade.»

Claro que houve logo gente a apontar o dedo a Arnall, clamando que o discurso do psicólogo integrou um golpe publicitário da agência de viagens Sky Travel, interessada em saber quando estariam os potenciais clientes mais predispostos a viajar para fugirem à tristeza dos dias.

O ideal é usar esta tristeza para alavancar a mudança, seja a perder peso ou mudar de profissão.

Já o próprio teorizador, entretanto voltado para as conferências em felicidade e confiança organizacional, sugere a todos que usem a Blue Monday para alavancar a mudança, «seja a perderem peso, deixarem de fumar, embarcarem num sonho ou até mudarem de profissão».

Enquanto isso, deixamos-lhe na fotogaleria seis truques simples para elevar o ânimo. Deixar-se afundar neste dia tristonho é que não.

(Texto originalmente publicado a 21 de janeiro de 2019)

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