Quando uma revista se apresenta ao respeitável público

Quando começámos a trabalhar para que a DN Life ganhasse vida, mandei para o grupo que criámos no messenger – «Get a Life» (estamos sempre a criar grupos no messenger com nomes parvos), em que está toda a gente da equipa – uma música: Always look at the bright side of life, do filme A Vida de Brian, dos Monty Phyton. «Este vai ser o nosso hino», disse eu, no gozo. Mas, agora, que a revista está pronta, acho que pode ser mesmo o nosso hino.

Olhar para a vida de uma perspetiva positiva não é tonto, não significa ignorar o lado mau, aquilo que é negativo ou que corre mal, nem implica abolir os stresses, as angústias ou os dramas inerentes ao dia-a-dia das pessoas. Trata-se apenas de os olhar – de a olhar – de uma forma inteligente, objetiva, sem floreados ou imersões em bolhas cor de rosa, mas concentrando-nos nas soluções e não nos problemas.

Quem me conhece e está a ler, talvez ache que fui sequestrada pelo Gustavo Santos ou aliens budistas e que estou a escrever sob ameaça de ser sujeita a trinta dias de retiro espiritual, mas não, juro. Estou só a ficar velha e, felizmente, o envelhecimento não traz só rugas, também traz algum bom senso. E a noção de que só temos uma vida (isto não é nada budista, veem?), de que não somos imortais e de que por isso mais vale aproveitá-la da melhor forma possível (isto, dito por uma drama queen em
recuperação, é de valor).

É isso que a DN Life quer fazer, ao terceiro domingo de cada mês com o Diário de Notícias, e todos os dias no seu site [life.dn.pt]: olhar para a vida com curiosidade e empatia, procurando ir ao encontro das preocupações de toda a gente, nas áreas da saúde, da família, da escola, dos comportamentos, do bem-estar, das relações, dos sentimentos, de tudo o que faz parte do nosso quotidiano e descobrir, decifrar, analisar, explicar, informar. Não queremos assuntos tabu. Não estranhem se escrevermos sobre sexo e paixão e amor (a primeira capa é sobre a química da coisa), não o faremos para o click bate (como se diz agora), fizemos, fazemos, faremos, porque poucos assuntos interessam tanto às pessoas como este. Não estranhem se escrevermos sobre o que quer que seja. Tudo o que é humano
nos interessa, como dizia alguém.

Se chegou até aqui, já deve ter percebido que não tenho muito jeito para apresentações. Mais, se chegou até aqui, é porque tem a DN Life nas mãos. Leia-a. Ninguém melhor do que ela para fazer as apresentações.

P.S.: Depois mande dizer o que achou. De mal e de bem. Gostamos de críticas (construtivas, claro). Envie para faleconnosco@dnlife.pt.

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