Cientistas descobrem como o sexo dá sentido à vida

Se ainda pensa que sexo são só umas cabriolas na cama e está feito, é melhor ler isto.

Texto de Ana Pago | Fotografias da Shutterstock

Faz-nos sentir bem fisicamente, razão por que o fazemos com frequência. Diminui dores, stresses, o risco de cancro, a falta de humor. Reforça o coração, o sistema imunitário, o desejo. Eleva-nos o espírito como um mantra.

O sexo dá de tal modo sentido à vida, concluíram investigadores da Universidade George Mason, nos EUA, que não percebem porque é ainda tão pouco estudado quanto ao bem-estar que provoca.

Sexo quase nunca é discutido do ponto de vista do bem-estar que provoca e é ignorado em artigos científicos.

«Não só o sexo raramente é discutido nos modelos teóricos de bem-estar, como verdadeiramente ignorado em muitos artigos científicos», admira-se o professor de psicologia Todd Kashdan, um dos autores deste estudo agora publicado no jornal científico Emotion.

E há, de facto, motivos para se estranhar a lacuna, à luz dos resultados que indicam que ter sexo se traduz num melhor sentido de humor no dia seguinte, a par de maiores níveis de bem-estar físico e emocional – sobretudo nas relações em que os parceiros estão mais próximos em termos afetivos e de intimidade.

Sexo faz com que homens e mulheres sintam que a sua vida tem outro significado.

Além disso, sexo faz com que homens e mulheres sintam que a sua vida tem outro significado, apuraram ainda os cientistas, após pedirem a 152 estudantes que mantivessem um diário atualizado das suas noites, durante três semanas, registando ao pormenor a qualidade do ato, a frequência com que o faziam e a disposição em que ficavam depois.

«Começamos a entender que a sexualidade nos permite resgatar o nosso poder pessoal ao trabalhar a autoestima, a segurança e o amor-próprio», elogia a psicóloga e coacher sexual Cristina Mira Santos, considerando que qualquer casal só tem a ganhar em querer aprofundar esta consciência de que o sexo dá sentido à vida – cada vez mais sustentada pela ciência.

O nosso inconsciente ainda está muito marcado pela ideia de que é feio explorar o corpo.

E isto, ressalva a especialista, apesar de todas as desculpas continuarem a ser boas para não se falar de sexualidade: «O nosso inconsciente está ainda marcado pela vergonha, pela ideia de que é feio explorarmos o corpo, então sabemos muito pouco acerca do que nos satisfaz», diz.

São tudo boas razões para aprender a sintonizar-se consigo, como lhe ensinamos na fotogaleria. Depois faça o mesmo com o outro.