Com que idade a nossa autoestima é mais elevada? Não é quando está a pensar

Começa a crescer a partir dos quatro anos, mas demora muito tempo a chegar ao seu ponto máximo.

Texto de Alexandra Pedro | Fotografia iStock

«Representa o sentido pessoal de valorização, que deriva principalmente de pensamentos e valores internos, e não do reconhecimento dos outros». Esta é uma das definições de autoestima encontrada no site Oficina da Psicologia.

Antónimo da timidez, a autoestima sofre «várias alterações ao longo da vida». Pelo menos, é isso que indica um estudo recente publicado na revista Psychological Bulletin, que recolheu dados de 164.868 participantes, com idades que variam entre os quatro e os 94 anos.

«Os especialistas conseguiram identificar qual a idade em que a autoestima começa a crescer e quando atinge o seu pico»

Através da investigação, os especialistas conseguiram identificar qual a idade em que a autoestima começa a crescer e quando atinge o seu pico. «Os resultados mostram que os níveis de autoestima começam a crescer dos 4 para os 11 anos, sendo que dos 11 aos 15 permanece estável», pode ler-se na publicação do estudo.

Depois, «volta a aumentar fortemente até aos 30 anos» (ver gráfico em baixo).

Gráfico mostra os níveis de autoestima consoante a idade

O seu pico dá-se aos 60. Idade em que os nossos pensamentos atingem o seu auge. «As conclusões do estudo sugerem que, em média, a autoestima aumente no início e a meio da infância, permanecendo constante na adolescência e aumente acentuadamente na idade adulta. Posteriormente, continua a aumentar, com picos entre os 60 e os 70 anos, sendo que o declínio começa em idade mais avançada», divulga o estudo.

«Várias pesquisas sugerem que indivíduos com alto nível socioeconómico têm autoestima mais alta»

Na análise, os investigadores não encontraram grandes variações em relação à diferença de países, questões de género ou em amostras com diferentes etnias. No entanto, existem «fatores adicionais que podem alterar o nível média da autoestima, como o status socioeconómico, relações sociais ou eventos da vida».

«Várias pesquisas sugerem que indivíduos com alto nível socioeconómico (indicado pelo nível de escolaridade ou prestígio ocupacional) têm autoestima mais alta. Além disso, é também notável que as relações sociais têm influência. (…) Os eventos «stressantes» que pode ter ao longo da vida, como ficar desempregado ou ter uma doença crónica», também são fatores de influência.

O estudo conclui ainda que a compreensão de como «a autoestima se desenvolve ao longo da vida é importante porque é algo que interfere dia-a-dia das pessoas». A pensar nesta influência que pode ter no quotidiano, reunimos oito passos para melhorar a sua autoestima. Veja-os através da fotogaleria.