Como ajudar o seu filho no regresso às aulas (sem stress)

regresso às aulas

O regresso às aulas parece muito simples. Até ao dia em que se acabam as férias, de facto, e a ideia de voltar à escola gera tensão em toda a família. Se já está a senti-la só de pensar, então este artigo é para si.

Texto de Ana Pago

SONO
Parece uma medida lógica, esta de voltar aos hábitos de sono na primeira semana de setembro, e por isso mesmo é a primeira que Bárbara Ramos Dias, psicóloga de adolescentes, deixa aos pais para ajudarem os mais novos a mudar o chip do regresso às aulas. “Se começarem a deitar-se e levantar-se mais cedo agora, depois não custa tanto”, reforça a especialista, que acrescenta uma segunda dica à boleia da anterior: retirar os telemóveis à noite, já que nas férias é normal serem usados durante mais tempo.

ARRUMAÇÕES
O ideal é começar por arrumar o quarto de uma ponta à outra, após uma boa limpeza geral, e terminar na secretária que irá servir de base aos estudos, sem esquecer de deitar fora o lixo acumulado de anos anteriores. Segundo Bárbara Ramos Dias, este é outro ponto fundamental para se abrir espaço àquilo que o novo ano irá trazer de bom (mesmo que à partida possa parecer ainda menos divertido do que ir para a cama a horas decentes).

PLANIFICAR
Comece por arranjar uma cartolina, um quadro em cortiça, o que for, e faça um vision board com as metas concretizáveis para este ano letivo. “No fundo, trata-se de planear os objetivos de notas, as atividades que terão de cumprir para lá chegar, identificar possíveis dificuldades e quais os incentivos que têm”, explica a psicóloga clínica, sublinhando não se tratar de incentivos financeiros (é fazer e não ter).

CRONOGRAMA
Uma vez identificadas todas estas variáveis, o passo seguinte é fazer um cronograma com elas, organizando o dia, a semana e o mês de maneira a incluir estudo, brincadeira, tarefas, tempo em família e, claro, tempo para os amigos. “Isto vai ajudá-los a sentirem-se mais organizados”, assegura a especialista em adolescentes.

ROTINAS
Se por um lado pode ser angustiante voltar às obrigações e horários esquemáticos, por outro o regresso às rotinas traz consigo uma certa impressão de estrutura, previsibilidade e até conforto. “O truque é fazê-lo gradualmente para os efeitos não serem tão drásticos”, revela Bárbara Ramos Dias, sugerindo ainda que se “prepare, escolha e compre o material escolar de forma divertida, em família”.

TAREFAS
Gradual, de modo a evitar ao máximo gritos e castigos, deve ser também o retomar das tarefas que as crianças desempenham no dia-a-dia: fazer a cama, limpar o pó, tirar a louça da máquina e outras definidas pelos pais, dependendo da idade e maturidade dos filhos. “Há que revê-las e reajustá-las, a par dos horários das refeições e dos horários de sono”, reitera a psicóloga. Mais do que um fardo, ter regras contribui para a segurança dos mais novos: “Os limites, as balizas, dão confiança no agir e no sentir”, remata.


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