Confiança: são estes os erros mais frequentes de quem tem falta dela

Pessoas com confiança dão-se melhor no amor. Acreditam no seu poder pessoal. Sentem-se bem a aprender e a partilhar conhecimento no trabalho. Por isso importa perguntar: o que podemos nós fazer para aumentá-la?

Texto de Ana Pago | Fotografias da Shutterstock

RECEIAM MUDAR DE PLANOS

Ou de ideias. Ou do que quer que seja que as deixe a pensar que os restantes envolvidos vão ficar danados com elas ou a tecer juízos negativos a seu respeito (como se não nos acontecesse a todos constantemente). Pode acontecer, claro, mas e se essa mudança de planos até vier a calhar para o(s) outro(s)? Ou acrescentar uma melhoria em relação ao plano inicial que ninguém tinha considerado antes? Independentemente da receção, não será isso a pôr em causa o seu valor como pessoa.

RECEIAM OFERECER ALTERNATIVAS

Perceba se também faz isto com frequência, provavelmente por achar que ninguém está interessado no que pensa acerca do assunto em questão e muito menos em conhecer a sua perspetiva, que até poderia resultar numa abordagem melhor caso a partilhasse. Quando vir que está a fazê-lo de novo, «respire e lembre-se de um momento, no passado, em que se sentiu confiante e tudo aconteceu como desejou», aconselha o especialista em desenvolvimento pessoal Roque Fernando. É que antes de mostrar o seu talento aos outros convém acreditar primeiro que o tem. E de sobra, diz.

RECEIAM QUALQUER TIPO DE PROBLEMA

Isto porque a falta de confiança em si mesmas as impede de ver que grandes sufocos podem sempre ser desmontados em inconvenientes menores, que até resolvem com facilidade. Com a mais-valia de confiança gerar confiança. «Esta construção é comparável a uma escultura, em que o artista é a sua consciência e os pensamentos representam a pedra que precisa de esculpir», compara Roque Fernando. E sim, é um princípio que dá para aplicar a todas as áreas da vida, das relações amorosas ao trabalho.

RECEIAM SER DESAPONTADOS

Sobretudo por assumirem de imediato que se as outras pessoas se esqueceram de algo que tinham combinado, ou as desapontaram de alguma forma, é porque não querem saber delas, não há outra explicação possível. E óbvio que não é verdade: muitas vezes apenas nos comprometemos com mais coisas do que aquelas de que conseguimos dar conta. «Precisamos de nos sentir seguros em termos afetivos, que gostem de nós e nos valorizem», explica a psicóloga Cláudia Morais, considerando que a insatisfação destas necessidades torna mais provável alimentarmos «ideias pouco razoáveis a respeito do que somos capazes, do que valemos ou do que os outros pensam a nosso respeito». Então agimos dominados pelo medo.

RECEIAM MOSTRAR O QUE SABEM

É um dos reflexos do tal medo de que falávamos há pouco: gente pouco confiante evita falar do que conhece por achar que já toda a gente sabe aquilo, o que resulta em que ninguém se aperceba do seu valor. Também sucede não serem capazes de comunicar claramente o que pretendem expor/pedir/participar, o que se traduz em falhas de conversação desnecessárias e no facto de guardarem muitas vezes as ideias para si, sem noção de que todos perdem com isso.

RECEIAM MOSTRAR O QUE SENTEM

Do mesmo modo, pode acontecer que pessoas pouco confiantes que queiram desenvolver laços com alguém em especial – a título profissional ou afetivo – corram o risco de nunca virem a ter esse prazer na vida por assumirem, à partida, que esse alguém certamente não estará tão interessado como elas. Na dúvida, arrisque. Permita-se pensar que este é mais um caso em que ambos perdem se não o fizer. Lembre-se que o outro pode ser ainda menos confiante e aí está o caldo entornado.