Conquistar alguém por mensagens? Pesquisa diz-lhe o que deve (e o que nunca pode) fazer

É uma realidade dos tempos que correm: trocar mensagens constantes no início de uma relação, a tentar conhecer por escrito a pessoa que queremos ao vivo. Porém, há coisas que simplesmente matam o frisson do outro.

Texto de Ana Pago | Fotografias da Shutterstock

Querer alguém para amar é humano, tanto quanto saber tudo sobre ele, a toda a hora, mesmo não podendo olhá-lo nos olhos – daí recorrermos a mensagens e aplicativos de namoro. Mas e se escrever ao nosso futuro parceiro o afugentar, em vez de aproximá-lo? Ou, já agora, ele a nós? O que é ao certo que desagrada a ponto de nos fazer meter os pés pelas mãos?

Segundo uma pesquisa levada a cabo pelo site de relacionamentos Match.com, divulgada pelo jornal britânico The Independent, começa logo pelo facto de o outro ser, ou não, comprometido: 84 por cento dos inquiridos descartam quem não é solteiro na hora de enviar mensagens ousadas (por razões óbvias, acrescentamos nós).

35 por cento das pessoas detestam que as bombardeiem com mensagens o dia inteiro.

Uma vez resolvido este ponto, 40 por cento admitem ficar a chispar quando por alguma razão aproveitam para colocar várias questões numa só mensagem – há que ser-se pragmático, por muito apaixonado que se esteja – e o outro apenas lhe responde a uma. Ou quando os bombardeiam com mensagens o dia inteiro: 35 por cento detestam esta pressão.

«No fundo, é uma questão básica de nos conseguirmos colocar na pele do outro», resume a psicóloga Teresa Andrade, para quem a sensibilidade é sempre o melhor livro de estilo a adotar. Por muito que a distância física gerada pelo mundo virtual nos possa levar a agir de maneira diferente, a medida certa deve ser a que teríamos falando cara a cara. «Nada do que possamos escrever substitui este contacto.»

Quase tão mau como a insistência, só mesmo ficar sem uma resposta do outro durante horas e horas – a queixa de um terço dos 500 inquiridos com mais de 25 anos que responderam a este inquérito. Sobretudo porque o facto de dois terços preferirem uma bela mensagem por dia, a puxar ao sentimento, em vez de várias notificações impessoais, revela a necessidade de algum romantismo no processo.

34 por cento dispensam receber selfies de mau gosto.

E que dizer a respeito do conteúdo propriamente dito a não ser que 34 por cento dispensam receber selfies extravagantes ou de mau gosto (fica a nota importantíssima)? Já para não falar nas mensagens cheias de erros ortográficos que esfriam o desejo a 32 por cento dos inquiridos, nomeadamente mulheres, que rejeitam ainda alcunhas fofinhas como «bebé» e outras de igual calibre (28 por cento).

Por último, mas não menos importante, descubra na fotogaleria os emojis que não deve enviar a ninguém: além de 39 por cento dos inquiridos considerarem desagradável o seu uso excessivo de um modo geral, muito pouca gente estará disposta a amar depois de receber uma carinha de cocó.