Cuide do seu coração neste Natal (e durante todo o ano)

Normalmente, a época natalícia traduz-se também em mesa repleta de comida, doces e bolos que não têm fim, além do vinho e dos sumos que acompanham a refeição. No entanto, a Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular está a aproveitar as festividades para lembrar a importância de ter um estilo de vida saudável

Texto de Alexandra Pedro | Fotografia ShutterStock

«Este Natal dê um presente ao seu coração». É este o mote da campanha da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular, que alerta, em época de excessos, para a importância de adotar um estilo de vida saudável.

João Brum Silveira, presidente da instituição, diz em comunicado quais são os elementos essenciais para prevenir a doença coronária: «praticar exercício físico, controlar a alimentação e evitar o stress».

Recorde-se que a doença coronária está relacionada com a acumulação de depósitos de gordura dentro das artérias, criando estreitamento ou obstrução das mesmas, resultando numa diminuição dos níveis de oxigénio e nutrientes que chegam ao músculo cardíaco. As principais doenças coronárias são a angina de peito e o enfarte agudo do miocárdio.

«A hipertensão arterial, o colesterol elevado, a diabetes, o tabagismo, a obesidade e o sedentarismo contribuem significativamente para aumentar o risco de sofrer de doença coronária. A prevenção é o melhor caminho para evitar as comorbilidades e mortalidade associadas a estas doenças», acrescenta Brum Silveira.

A obesidade continua a ser um dos principais problemas em Portugal. Quase seis milhões de portugueses têm excesso de peso, de acordo com o Relatório do SNS, publicado este ano.

«A obesidade é o resultado de insuficientes níveis de atividade física combinados com uma alimentação inadequada, caracterizada por um consumo excessivo de calorias, em grande parte provenientes de açúcar e gordura», pode ler-se no documento.

No Dia Mundial da Alimentação, celebrado em outubro, a Ordem dos Nutricionistas apontou os hábitos alimentares dos portugueses com um dos principais fatores de risco «que mais contribuem para os anos de vida saudável perdidos pela população portuguesa».

Premissa comprovada no Inquérito Alimentar Nacional, realizado no ano anterior, que mostra que os portugueses não comem alimentos suficientes do grupo das hortaliças (colocam 11 por cento no prato, quando o recomendado é 23 por cento) e frutas (que é 14 por cento, quando deveria ser 20 por cento).