Dia Mundial do Linfoma: quais os sintomas e tratamento desta doença?

Para assinalar o Dia Mundial do Linfoma, a Associação Portuguesa Contra a Leucemia, bem como a Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas e a Associação de Apoio aos Doentes com Leucemia e Linfoma, divulgaram um vídeo com sinais e sintomas deste tipo de tumor.

Texto de Alexandra Pedro | Fotografia iStock

Assinala-se este sábado o Dia Mundial do Linfoma. Com o objetivo de aumentar o «conhecimento da população sobre o que são os linfomas», a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL), bem como a Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas (APLL) e a Associação de Apoio aos Doentes com Leucemia e Linfoma (ADL), decidiram divulgar um vídeo com sinais e sintomas deste tipo de tumor.

Pode dizer-se que o linfoma é um tumor maligno do sangue que origina o crescimento anormal das células do sistema linfático. Os linfomas podem dividir-se em dois tipos: linfomas de Hodgkin e linfomas não-Hodgkin. Este último é o tipo de linfoma mais frequente, abrangendo 90 por cento dos casos.

No entanto, o linfoma de Hodgkin é mais comum entre os adultos-jovens e é predominante no sexo masculino. Estima-se que em Portugal surjam 260 novos casos por ano deste tipo de linfoma, segundo o comunicado da APLL, ADL e APCL.

Os sintomas relacionados com esta doença podem manifestar-se de várias formas, nomeadamente com o tamanho dos gânglios linfáticos que podem localizar-se no pescoço, axilas ou virilhas.

Há ainda outros sinais como suores intensos durante a noite, febre, cansaço extremo ou repentina perda de peso que podem estar ligados ao linfoma.

 

No que ao diagnóstico diz respeito, de acordo com o site do Hospital da CUF, realizam-se «exames com o objetivo de perceber quantas são as regiões ganglionares afetadas pela doença, e se de facto se trata de doença de Hodgkin». São eles, exames detalhados de sangue e urina, biopsia ao gânglio aumentado, biopsia à medula óssea, exames radiológicos e de medicina nuclear.

O vídeo divulgado pelas associações indica que o tratamento pode ser feito através de quimioterapia e radioterapia, que «geralmente, curam 70 a 80 por cento dos doentes».

Caso assim não seja, efetua-se um transplante de células estaminais hematopoiéticas e a terapêutica de resgate – novo tratamento de quimioterapia e transplante.

Fadiga e medo de uma recaída entre
as maiores preocupações dos doentes

Um estudo realizado na Europa, EUA e Canadá, que envolveu 6.600 doentes de 14 países e que foi realizado no primeiro semestre deste ano, indica que dois terços dos doentes com linfoma sofrem de fadiga e um terço teme sofrer uma recaída.

De acordo com a Lusa, entre as pessoas que sofrem de fadiga, metade «diz que isso afeta o seu estilo de vida e 40 por cento afirma que afeta a sua capacidade de trabalhar».

«Um em cada três doentes vive com preocupações significativas de que o cancro retornará, o que geralmente conduz à ansiedade e depressão», lê-se ainda nas conclusões do estudo, citado em comunicado.


Veja também:

Fibromialgia: nova esperança para a doença invisível que afeta 300 mil portugueses