Elogiar os filhos? Sim, mas com limites

Encontrar o equilíbrio entre educar o seu filho para ser alguém com boa autoestima e achar que ele é o melhor do mundo é um dos grandes desafios da parentalidade. Nem sempre o elogio é a melhor estratégia, mas, quando o utilizar, saiba que existem formas de fazê-lo de maneira a potenciar os aspetos positivos. Estas são algumas.

Texto de Ana Patrícia Cardoso | Fotografia de Shutterstock

O elogio não é o caminho óbvio

Encoraje e recompense os seus filhos quando achar que merecem, mas não ao ponto de se sentirem seres perfeitos e superiores. O fracasso e os erros são inevitáveis e fazem parte do crescimento e da aprendizagem.

Elogie o esforço ao invés do talento ou resultados

Um estudo da Universidade da Columbia concluiu que as crianças que estavam habituadas a elogios por serem inteligentes eram menos motivadas do que aquelas que eram elogiadas por trabalharem muito. É mais fácil controlarmos o esforço que colocamos nas nossas ações do que o nosso nível de inteligência.

Seja específico nos elogios

Elogiar os seus filhos por serem bondosos, responsáveis, criativos é mais construtivo do que apenas dizer que são fantásticos ou incríveis. Realçar as qualidades da sua personalidade ajuda-os a perceberem que estão no caminho certo.

A importância dos detalhes

Não subestime a importância da palavra «porque». Explicar o porquê do elogio é importante. Porque é que o desenho ou o texto estão bons? Porque eles fizeram-no sozinhos? Porque focaram-se nos pormenores? Porque não deram erros gramaticais? Um elogio com a devida explicação é muito mais construtivo do que apenas um «está ótimo, parabéns».

Atenção às idades

Se uma criança de quatro anos pode ficar contente com «está muito bonito», um adolescente de treze já consegue perceber se está a dizer por dizer ou se está a mentir. Tenha atenção ao crescimento e desenvolvimento dos seus filhos e adeque o seu discurso, tendo isso em consideração.