Ensinar empatia aos seus filhos? O que precisa de saber

Todas as crianças, mais cedo ou mais tarde, acabam por passar por uma fase em que são mais egoístas, completamente centradas em si. É o percurso natural, uma vez que estão a viver o momento em que apenas as necessidades básicas importam. Falamos de um período entre os quatro e seis anos. É nesta altura que falar de empatia torna-se essencial.

Texto de Ana Patrícia Cardoso | Fotografia de iStock

Estas são algumas dos comportamentos que os pais têm de ter em conta quando chega a altura de mostrar aos filhos que o mundo vai muito além das quatro paredes do quarto.

INCENTIVE O SEU FILHO A AJUDAR OS OUTROS

Descobrir que vivem numa comunidade e não numa bolha em casa é um dos momentos determinantes na aprendizagem dos mais pequenos. Este saber é fruto de um empenho educativo dos pais que não deve ser descurado. Pelo contrário. Estabelecer normas claras e limites é imprescindível para que as crianças comecem a distinguir o certo do errado. A neurocientista Helen Riess defende no livro The Empathy Effect (O efeito da empatia), que «automatizar certos comportamentos que expressam amabilidade, como agradecer ou oferecer ajuda quando alguém necessita é uma forma eficaz de ir treinando a empatia».

DAR O EXEMPLO É ESSENCIAL

A psicóloga Bárbara Zapico defende que dar o exemplo é absolutamente fulcral para educar os filhos a manterem comportamentos empáticos. Se os filhos assistem a discussões graves entre os pais ou a exemplos de desprezo, estão a afastá-los consideravelmente do caminho da compaixão. Há que ter sempre em mente que a educação deve centrar-se na partilha, compreensão e aceitação do outro. Esta é a melhor arma para combater a intolerância que está cada vez mais presente nas redes sociais a que todos estamos expostos.

NÃO ESTAMOS A FALAR DE SALVAR O MUNDO


Todos sabemos que o mundo pode ser um lugar cruel e injusto. No entanto, não tem de haver pressa em mostrar à força os desequilíbrios que nos rodeiam. Bárbara Zapico acredita que «levar os filhos pequenos para atividades pensadas para adultos, que envolvam pessoas muito doentes ou em extrema pobreza, pode ser uma atitude nobre mas sem grandes resultados pedagógicos. Não temos de fingir que não se passam coisas horríveis no mundo, mas não precisamos expor os nossos filhos a situações extremas. Até porque podemos estar a desencadear medos que costumam surgir nestas idades».


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