Estas 5 coisas podem dar-lhe mais de dez anos de vida, segundo Harvard

E quem não quer viver mais uma década, se souber ao certo o que fazer para aumentar a longevidade? Sobretudo quando se trata de uma fórmula ao alcance de todos, de tão simples que é.

Texto de Ana Pago | Fotografias da Shutterstock

Achamos sempre que grandes feitos requerem grandes esforços, mas não é forçoso que assim seja. Pelo menos a avaliar por um estudo recente da Escola de Saúde Pública de Harvard, que garante que cada um de nós pode aumentar a sua longevidade em mais de uma década (quer maior proeza?) com apenas cinco hábitos de vida saudáveis (leu bem).

Então por que cargas de água não está toda a gente a adotá-los?, perguntar-se-á o leitor, do mesmo modo que nós nos perguntámos e se perguntou o diretor do Departamento de Nutrição de Harvard, Frank Hu, um dos principais autores da pesquisa. É ele o primeiro a lamentar a fraca adesão quando se sabe já que uma mudança conjunta de hábitos, em adulto, pode aumentar a esperança de vida das mulheres em 14 anos e a dos homens em 12.

Em conjunto, estes 5 fatores reduzem em 82% o risco de morte por doenças cardiovasculares e em 65% o risco de morte por cancros.

«As políticas públicas deviam pôr mais ênfase na criação de comida saudável, construção e ambientes sociais salutares, no sentido de se apoiar e promover bons hábitos alimentares e de vida», sublinha o investigador, após a sua equipa descobrir que não fumar (de todo), moderar o consumo de álcool, praticar pelo menos 30 minutos de exercício físico moderado a vigoroso por dia, cuidar da alimentação e manter um bom índice de massa corporal (18,5-24,9 kg/m2) fazem milagres.

Ao analisarem 34 anos de dados de mais de 78 mil mulheres, e 27 anos de informações relativas a mais de 44 mil homens, os cientistas concluíram ainda que os que seguiam a fórmula vencedora eram 82 por cento menos propensos a morrer de doenças cardiovasculares e cortavam em 65 por cento o risco de morte por cancros quando comparados com quem não aderia.

E sim, há formas bastante simples de conseguir integrar estes cinco hábitos saudáveis nas nossas rotinas diárias, não vamos nós correr o risco de deixar algum para trás (são precisos todos para se ganhar os tais dez anos de vida). Um bom começo, segundo a nutricionista Rita Rocha de Macedo, é dizer a alguém que estamos empenhados em segui-los com todas as nossas forças.

Dormir bem o número de horas considerado suficiente para cada pessoa é outro fator que contribui para uma vida longa e saudável.

«A experiência mostra-me que a falta de um incentivo externo leva muitas vezes as pessoas a desistirem dos seus objetivos», explica a autora do livro A Dieta Prática (ed. Planeta). Ajuda ter companhia – nem que seja apenas alguém com quem assumir esse compromisso –, da mesma maneira que ajuda imaginar como nos sentiremos ao alcançá-lo.

Além da dieta saudável e da atividade física, outro fator importante para se aumentar a longevidade (ou pelo menos não encurtá-la) é assegurar que dormimos o suficiente. «A falta de sono pode resultar em cancros, diabetes, hipertensão, obesidade, acidentes, desequilíbrios emocionais, rugas, depressão, lapsos de memória, infeções e doenças cardiovasculares e degenerativas, incluindo Alzheimer», enumera a neurologista Teresa Paiva, maior especialista em sono do país.

Vários estudos sugerem uma correlação entre as horas dormidas e os níveis de bem-estar físico, emocional e expetativa de vida, diz. No sono são feitas atualizações orgânicas críticas, repostos os níveis fisiológicos, processam-se emoções, suportam-se os processos criativos, integram-se e consolidam-se memórias e aprendizagens. Se por acaso tinha dúvidas de que dormir traz tanta saúde como mexer-se, pode esquecê-las agora mesmo.

Claro que existe um preço a pagar ao não seguirmos as recomendações de Harvard, como lhe mostramos na fotogaleria. Resta saber quão alto pode ser.