Este é o eletrodoméstico que deve limpar diariamente

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Vários estudos indicam que os micro-ondas são dos eletrodomésticos que mais necessitam de limpeza devido à constante presença de micróbios e bactérias. Saiba como deve limpar este eletrodoméstico.

Texto de Alexandra Pedro | Fotografia Shutterstock

Um estudo realizado pela empresa Kimberly Clark pesquisou alguns dos lugares mais propícios ao aparecimento de germes, fungos e outras bactérias prejudiciais à saúde. Os micro-ondas – nomeadamente a zona dos puxadores – são os aparelhos em que se regista maior sujidade, segundo este estudo.

No topo desta tabela, que analisou os utensílios de um escritório, surgem os manípulos das torneiras, logo depois os puxadores dos micro-ondas e de seguida os teclados de computador. Seguem-se ainda os puxadores do frigorífico, os botões da máquina da água e, por fim, os botões das máquinas de venda automática.

A bactéria E. Coli, associada a problemas gastrointestinais, foi encontrada nos micro-ondas

No caso dos micro-ondas, algumas pesquisas já tinham identificado a presença de bactérias como a E. Coli, que pode provocar problemas gastrointestinais.

Limpeza após cada utilização

De acordo com a revista Reader’s Digest, para evitar problemas de saúde originados pela sujidade do seu micro-ondas, deve fazer a limpeza deste eletrodoméstico após cada utilização, sem esquecer a parte exterior.

Neste processo deverá ter em conta algumas dicas de limpeza:

  1. Encher um copo de água (apto para micro-ondas), juntamente com uma rodela de limão e uma colher de vinagre.
  2. De seguida, coloque o copo no micro-ondas e deixe aquecer – na temperatura máxima – durante três minutos.
  3. E, por fim, com um pano húmido deve limpar o interior e exterior.

Onde podem estar mais bactérias escondidas?

Um estudo recente da Universidade da Maurícia identificou outro fator de risco de contaminação nas cozinhas. Onde? Nos panos de cozinha, muitas vezes utilizados para limpar loiça e balcões.

Os investigadores analisaram 100 panos de cozinha durante um mês e concluíram que aumentava a probabilidade de encontrar a bactéria E. Coli quando se utilizava o mesmo pano para várias funções, tais como secar a loiça, enxaguar balcões e limpar as mãos.

«Também descobrimos que a dieta, o tipo de utilização e a humidade nos panos de cozinha podem ser muitos importantes na promoção do crescimento dos responsáveis pelas intoxicações alimentares», disse, na altura, Susheela D Biranjia-Hurdoyal, uma das responsáveis pelo estudo.

Uma esponja de cozinha pode ter centenas de bactérias. Deve mudá-la, pelo menos, de duas em duas semanas, e evitar utilizar a mesma esponja de limpeza dos balcões que utiliza para limpar a loiça.

Deve, portanto, tentar manter os seus panos de cozinha secos, utilizar diferentes panos para tarefas distintas e lavá-los com frequência para diminuir o risco de contaminação.

Outro dos «reservatórios de bactérias» da cozinha encontra-se nas esponjas da loiça. A Universidade de Furtwangen, na Alemanha, descobriu mais de 350 tipos de bactérias ao analisar 14 esponjas.

De acordo com o Business Insider, a contaminação destes objetos é de 75 por cento, enquanto o lava loiças é de 45 por cento, balcões da cozinha 32 por cento e 18 por cento nas tábuas de corte.


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