Exposição solar: porque insistimos em estar desprotegidos?

Estudo português indica que mais de metade das crianças não utilizam protetor na praia. Presidente da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia, António Massa, alerta: «as pessoas estão a comprometer o seu futuro».

Texto de Alexandra Pedro | Fotografia Shutterstock

Duas mil crianças inquiridas num estudo da Faculdade de Medicina do Porto revelam que apenas 37% usa protetor solar na praia. Número que desce para os 15% quando se fala da utilização do mesmo na escola.

«Em países como a Austrália a utilização do protetor solar é uma das medidas complementares à utilização do boné – que é o elemento essencial, obrigatório nas escolas»

O dermatologista António Massa considera estes dados preocupantes, porque revelam que «as pessoas têm noção da gravidade do problema mas preferem continuar a comprometer o seu futuro».

«Em países como a Austrália a utilização do protetor solar é uma das medidas complementares à utilização do boné – que é o elemento essencial, obrigatório nas escolas. Por lá utiliza-se o chamado “boné legionário” que cobre também as orelhas e o pescoço», diz o especialista.

É muito importante evitar as horas de maior calor na praia, alerta o dermatologista

O médico indica ainda que a aplicação do protetor deve ser feita de forma consciente e persistente, visto que «a transpiração e a água [quando estão em praias ou piscinas] vão removendo o produto». Desta forma, explica, o protetor deve-se aplicar mais do que uma vez ao dia, sempre aplicado em forma de massagem.

Em relação às horas de exposição solar, Massa crê que as famílias portuguesas ainda não aprenderam a respeitar os horários aconselhados. «Não podem ir para a praia entre as 12h e as 16h30/17h», alerta o especialista.

«As pessoas acabam por ficar queimadas e vermelhas e deveriam ter mais cuidado. Mesmo estando à sombra, esquecem-se que o sol reflete e que pode queimar na mesma».

«Decotes, cara e braços» devem ser protegidos com protetor no dia-a-dia

O presidente da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia sublinha os benefícios do sol para a saúde e o bem-estar físico e psicológico, nomeadamente as vitaminas que advêm da exposição solar e que evitam várias doenças. No entanto, realça a importância da hidratação e de colocar o protetor solar, de preferência de fator 50 e, caso não esteja na praia ou piscina, aplicar nas partes descobertas do corpo. «Decotes, cara, braços», por exemplo.


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