Enviou uma mensagem durante a noite e não se lembra? Pode estar a fazer «sleep texting»

Pode nunca lhe ter acontecido mas é um fenómeno cada vez mais comum. O «sleep texting» já é alvo de estudos e os jovens são os mais afetados.

Texto de Alexandra Pedro | Fotografia ShutterStock

Já se sabia que utilizar o smartphone antes de adormecer poderia prejudicar a qualidade do sono, devido à luz destes aparelhos, que reduz em pelo menos 55% a melatonina (o chamado «regulador de sono»). No entanto, existe também um fenómeno relacionado com este tipo de tecnologia que está a preocupar vários investigadores. Chama-se sleep texting.

Basicamente, os utilizadores de smartphone enviam mensagens, seja via SMS, Instagram ou Facebook, enquanto estão a dormir e no dia seguinte não se recordam de nada.

Jovens que dormem mal e que dormem junto ao smartphone são os que enviam mais mensagens durante o sono

Elizabeth Dowdell, da Universidade de Villanova, nos Estados Unidos, realizou um estudo sobre esta matéria com jovens universitários. Os resultados são assustadores: dos 376 universitários inquiridos, 26 por cento admitiu que já tinha enviado pelo menos uma mensagem enquanto dormia.

Nos mesmos relatos, os jovens assemelhavam-se em dois parâmetros: normalmente dormem com o smartphone junto à cama e consideram que a qualidade do seu sono não é a melhor.

Os investigadores consideram que o aumento do vício com os smartphones e o estilo de vida «sempre online» pode levar ao aumento deste tipo de fenómeno. Nas redes sociais, são já partilhadas várias conversas que ocorrem durante a noite.

No Instagram, por exemplo, através do hashtag #sleeptexting pode ver algumas:

View this post on Instagram

Second time this shit has happened. #sleeptexting

A post shared by Tim Flohe (@tgf1993) on

A dependência das tecnologias tem originado alguns problemas no que diz respeito à saúde mental.

No link em baixo pode ver como a necessidade de estar sempre conectado está a deixar-nos mais isolados e infelizes do que nunca.

Saúde mental: as redes sociais estão a matá-la