Mitos e verdades sobre a fibromialgia

A comunidade médica está cada vez mais sensibilizada para a fibromialgia, o que não invalida que haja ainda muito desconhecimento em torno dela. A esclarecer:

Texto de Ana Pago

Doentes podem levar uma vida normal – Verdadeiro

Apesar das dores incapacitantes e de ser muitas vezes difícil acertar com a terapêutica que melhor resulta para cada caso, alguns medicamentos e tratamentos complementares permitem aos fibromiálgicos ter uma vida satisfatória no geral.

É uma doença psiquiátrica – Falso

É marcada por dores e cansaço que não dependem de fatores psíquicos, ainda que estes estejam presentes. Do mesmo modo, apesar da amplificação central da dor ser neurológica, um neurologista não é capaz de medi-la nem intervir nela. Também não é uma doença reumática no sentido clássico de perturbação dos tecidos do sistema musculoesquelético, embora caiba ao reumatologista ser capaz de diagnosticá-la.

Não são conhecidas as causas – Verdadeiro

O que se sabe é que os fibromiálgicos sentem mais dor do que a maioria das pessoas, sendo as crises habitualmente desencadeadas por quadros de ansiedade, stress ou desequilíbrio emocional. Daí que a doença costume estar associada à depressão.

Exercício físico é benéfico – Verdadeiro

De novo tendo em conta que cada caso é um caso e há casos em que a dor dificulta a prática, fazer exercício fortalece o corpo, controla o stress e estimula a produção de dopamina e endorfinas que combatem a tristeza e a fadiga. Aconselha-se a caminhada e natação adaptadas à condição do doente, em ambientes tépidos.

Trata-se de uma doença de idosos – Falso

Envelhecer aumenta o risco de poder vir a tê-la, contudo as pessoas mais afetadas situam-se predominantemente na faixa dos 20 aos 50 anos. Há, inclusive, registos de crianças com fibromialgia, que é crónica e não tem cura.