Português condenado a dois anos de prisão efetiva por agredir polícia na Suíça

Português condenado a dois anos prisão efetiva por agredir polícia na Suíça
O português foi condenado no Tribunal de Martigny, na Suíça

O emigrante de 40 anos foi abordado pelo agente quando tentava entrar na casa da ex-companheira, de que estava afastado por ordem judicial. Atirou uma pedra e acabou atingido a tiro numa perna. Legitima defesa, considerou o tribunal.

Um emigrante português foi condenado a uma pena de dois anos de prisão efetiva na Suíça por ter agredido um agente da polícia com uma pedra que pesava 1,7 kg. A decisão judicial, que foi agora confirmada por um tribunal de segunda instância, implica ainda que, após cumprir pena, o homem será expulso da Suíça, onde não poderá entrar por um período de cinco anos. Foi condenado por ofensa à integridade física grave, na forma tentada, e ofensa simples consumada.

No incidente, que aconteceu em 2017 em Charrat, o homem acabou atingido a tiro numa perna. O agente da polícia argumentou que atirou em legitima defesa quando o português lançou uma pedra de 1,7 kg na sua direção, após confrontos físicos. O polícia procedia à sua identificação quando o emigrante procurava entrar na casa da ex-mulher, de que estava proibido de se aproximar por decisão judicial devido a violência doméstica.

Na altura, estaria alcoolizado e reagiu com violência. No julgamento, em abril passado, o português pedia uma indemnização ao polícia de 15 mil francos suíços (13600 euros) por ter sido atingido a tiro numa perna e a sua condenação pela agressão com arma de fogo. Mas os juízes consideraram legitima a atuação policial, ilibando o agente do crime e de pagar qualquer indemnização.

Ao contrário, o português acabou condenado a dois anos de cadeia e a pagar 3000 francos suíços. Após recurso do emigrante, o tribunal de segunda instância confirmou esta semana as penas e a expulsão, mas reduziu a multa para 500 francos (455 euros).

O homem, com pouco mais de 40 anos, segunda a imprensa suíça, foi preso em abril de 2019 logo após a primeira sentença por haver perigo de fuga e ainda por o tribunal considerar que havia risco para a sua ex-mulher e o seu filho, vítimas de violência doméstica. O emigrante já tinha estado em preventiva de maio a outubro de 2018.