Relações: há três coisas fundamentais para que resultem (além do amor)

Existem tantas definições de amor quantas as pessoas que amam. Mas, além do amor, é preciso que exista (e se cultive todos os dias) isto. Porque é isto que nos faz crescer mais e melhor nas relações.

Texto de Ana Pago | Fotografias da Shutterstock

ESCOLHA

Assim começa uma relação: com cada um dos parceiros a escolher o outro e aquilo em que quer que se tornem juntos, e depois a trabalharem ambos por isso, segundo o aclamado autor americano Dain Heer, especialista em consciência e transformação. Pelo menos até o cansaço e a rotina dos dias adormecerem esta busca ativa de crescimento a dois e acabarem a sobreviver, mais do que a viver (acontece a boa parte dos casais). «Em pleno século XXI, há pessoas que têm medo de dizer o que pensam e sentem ao companheiro. Isto é grave», confirma a mediadora familiar Margarida Vieitez, para quem deixar de se escolher o outro, como no início, é deixar de criar a relação. E para mudar não há melhor do que procurar o parceiro todos os dias e dizer-lhe justamente isso: «Eu escolho-te.». Sair do piloto automático devolve a excitação de quando tudo ainda era novo.

GRATIDÃO

E por falar nesses primeiros tempos: lembra-se daquilo que viu no outro quando se conheceram que o levou a apaixonar-se irremediavelmente? Mais importante ainda: lembra-se da última vez que lhe disse ser grato/a por tê-lo/a a seu lado? Por tudo o que traz de bom à sua vida a cada dia? «É muito fácil dar o parceiro por garantido e começar a exaltar apenas os defeitos, as críticas e as queixas», admite Margarida Vieitez, com base na sua experiência como terapeuta de casais. E isto quando um simples «Obrigado por estares aí. Sou grato/a por te ter comigo» pode elevar a relação a um novo nível, sublinha Dain Heer. É esse o poder da gratidão: tende a atrair ainda mais daquilo por que já somos reconhecidos.

CUIDADO

É bem capaz de ser esta a cereja no topo do bolo que são as relações amorosas: perguntarmos a cada momento como podemos melhorá-las, quer corram bem ou mal, de modo a mantermos a mente aberta a novas possibilidades. «O conceito de relação e de amor está em mudança e ninguém sabe onde nos conduzirá, mas só alguns casais se preocupam com isso», lamenta Margarida Vieitez. Esses são os que se mantêm curiosos o suficiente em relação ao amor para convidarem as coisas a melhorar, e a verdade é que melhoram mesmo – quanto mais não seja por fazê-los considerar opções que, de outra forma, nem pensariam que tinham. É um bom mantra pessoal a adotar em tudo na vida (e não somente a dois): como tornar o que quer que seja ainda melhor?