Sexo: estudo revela o tempo médio de duração do ato (e como estendê-lo)

Definitivamente, sexo não é uma maratona. Nem uma prova de ciclismo que exija aguentar a pedalada a contrarrelógio. Ainda assim, saber quanto tempo dura é um bom começo para poder prolongá-lo.

Texto de Ana Pago | Fotografias da iStock

O tempo é relativo, já dizia o físico teórico Albert Einstein. E no que respeita a sexo, então, nem se fala, concluiu o professor de psicologia Brendan Zietsch, da Universidade de Queensland, Austrália, que analisou a fundo vários estudos sobre a matéria para descobrir que o ato sexual pode variar entre uns dececionantes 33 segundos (leu bem) e uns vigorosos 44 minutos (também há quem).

A duração média de uma relação comum é de 5,4 minutos.

A duração média de uma relação comum, contudo, deixa-nos um certo amargo de boca: 5,4 minutos, revela o investigador australiano, apoiado numa pesquisa exaustiva de 2005 em que foram entrevistados 500 casais heterossexuais, de cinco países, após quatro semanas de sexo ativo cronometradas ao segundo.

«Na prática, a experiência foi tão estranha quanto soa, com os participantes a iniciarem o relógio no momento da penetração e a carregarem no stop ao ejacularem», explica Zietsch num artigo recente que escreveu para o site académico The Conversation.

Uso do preservativo e circuncisão masculina não afetam a duração do ato sexual.

«O leitor dirá que só por si isso poderá ter influenciado a disposição dos casais e talvez não refletir exatamente o fluxo natural das coisas», ressalva o psicólogo, procurando justificar as diferenças abissais de tempo de cama entre os inquiridos. Pode acontecer, admite, a ciência raramente é perfeita. «Seja como for, é isto o melhor que temos.»

Outras conclusões interessantes prendem-se com o uso do preservativo e a circuncisão masculina – nenhum dos quais afeta a duração do ato sexual. Ao contrário da idade: quanto mais velho o casal, menor o tempo que dedica a fazer amor.

Quanto mais velho o casal, menos tempo dedica a fazer amor.

Também o país de origem não tem grande influência na performance, segundo Zietsch: os dados indicam que apenas na Turquia o sexo tende a ser significativamente mais reduzido do que a média – 3,7 minutos – quando comparado com o dos casais do Reino Unido, Espanha, Holanda e EUA (os tais cinco países avaliados).

E não, a ideia não é levar cronómetro para a cama da próxima vez que acontecer, para não comprometer a paixão. Ainda assim, se quiser prologar um pouco mais o momento, experimente as dicas que lhe deixamos na fotogaleria.