Sexo: novo estudo revela o que mais faz acender o desejo

E não, não são «amo-te». Se lhe apetecer mesmo muito falar durante o sexo, é isto que deve sussurrar ao ouvido do parceiro.

Texto de Ana Pago | Fotografias da Shutterstock

Beijos no pescoço. A voz do outro ao ouvido. Estes são dos interruptores mais eficazes para acender o outro durante o sexo, revela um novo estudo publicado no jornal britânico Daily Mail e conduzido pela EdenFantasys.com, uma conceituada loja de brinquedos eróticos norte-americana.

78 por cento dos homens e 74 por cento das mulheres adoram ouvir o parceiro a dizer-lhes «gosto disso».

Das duas mil pessoas inquiridas, 78 por cento dos homens e 74 por cento das mulheres garantem que ouvir o parceiro a dizer-lhes um «gosto disso» na cama, enquanto lhes mordiscam a orelha ou os olham nos olhos, os deixa imediatamente em ponto de rebuçado na hora H, mais do que qualquer outra excentricidade de que se lembrem (um pequeno reforço verbal nunca fez mal a ninguém, pelo contrário).

Tão bom como isso só mesmo beijos no pescoço – 82 por cento das mulheres e 76 por cento dos homens ficam doidos com esta manifestação de intimidade –, logo seguido pelo gesto resoluto de ficarem nus para o outro: aqui, 78 por cento dos homens sentem particular prazer em tirar-lhes a roupa, ao passo que 68 por cento das mulheres preferem ser despidas por eles.

Tão bom como isso só mesmo beijos no pescoço: 82 por cento das mulheres ficam doidas com esta manifestação de intimidade.

Outra preferência na cama, indicam os números, é o sexo oral, embora não da mesma maneira para todos: enquanto os entrevistados masculinos gostam quase tanto que lho façam (78 por cento) como de serem eles a fazer (76 por cento), 67 por cento das mulheres dão-se ao parceiro mas dispensam tomar a iniciativa (23 por cento admitem mesmo não gostar de ir por essa via).

«Muitos amantes não dizem abertamente o que preferem no sexo, do que não gostam, o que sentem, então sujeitam-se ao que têm até não dar mais», lamenta a psicóloga e sexóloga Cristina Mira Santos, para quem a única regra no sexo é nunca forçar nada, por mais que se queira agradar ao outro. «O segredo é descontrair, entregar-se à sintonia do momento. Aproveitar as sensações pelo que são, não pelo que imagina que poderiam ser», diz.

E desengane-se quem pensa que é à noite que mais nos apetece rolar no edredão com o parceiro, já com a loiça na máquina e os miúdos a dormir: de acordo com a pesquisa da EdenFantasys.com, o desejo maior surge pelas 14h46, hora a que devíamos estar a trabalhar em pleno depois da pausa para almoço e não a pensar em sexo quando um colega mais perfumado passa por nós.

Cheirar bem é o fator não sexual que mais nos predispõe para o sexo.

De facto, cheirar bem é o fator não sexual que mais nos predispõe para o sexo, a avaliar pela reação de 69 por cento dos inquiridos que se dizem incapazes de resistir ao apelo das narinas. Serem carinhosos connosco e fazerem-nos sentir apreciados também representam um papel de peso junto de 64 e 61 por cento dos entrevistados, respetivamente.

Da lista fazem ainda parte a boa aparência do outro (destacada por 46 por cento da amostra sondada), a inteligência (45 por cento), a confiança (43 por cento), a generosidade e o facto de nos saber ouvir ativamente (ambos relevantes para 39 por cento), o hábito de brincar com o nosso cabelo (34 por cento) e ser mais alto do que nós (28 por cento).

O que significa que há muito de sublime no ato além da componente mecânica, frisa Cristina Mira Santos. «É algo que se faz a dois, pelo que o casal deve perder o medo de explorar o território do outro para evitar automatismos», sublinha a psicóloga.

Bom sexo implica, sim, a tal sedução prévia com beijos no pescoço e palavras ao ouvido, considera. «Quanto mais soubermos como ativar o parceiro – e ele a nós –, melhor.»

E uma vez que é de sexo que falamos, veja na fotogaleria o que os especialistas aconselham aos casais para que nunca lhe venham a sentir a falta. Mais vale prevenir…