Traição: 6 sinais de que pode estar a passar por uma agora mesmo

Podemos confiar cegamente no parceiro que isso não invalida que qualquer um de nós, a dado ponto de uma relação longa, possa cair em tentação. O melhor é estar atento a estes sinais comuns à maioria dos casos de traição.

Texto de Ana Pago | Fotografias da Shutterstock

MUDANÇAS DE ATITUDE

Podem ser indícios pequenos como um perfume novo, um visual diferente, um cuidar de si mesmo há muito não manifestado, ou outros menos subtis – como mudar de divisão para atender um telefonema, passar horas nas redes sociais ou chegar a casa a desoras. O outro começou a falar muito de alguém em particular, contando coisas que essa pessoa disse e fez no trabalho? É outro indicador forte de que estará envolvido, pelo menos ao nível emocional. «A esmagadora maioria de quem trai é surpreendida por um conjunto de emoções positivas de que já nem se lembrava, e então deixa-se levar», explica a psicóloga e terapeuta de casal Cláudia Morais.

“AQUELA” SENSAÇÃO

Por vezes nem é nada de concreto, só instinto. «Há quem ande com a pulga atrás da orelha durante semanas ou meses, sem provas que apontem para a existência de uma relação extraconjugal, mas com a sensação de que alguma coisa não está bem», confirma Cláudia Morais, autora de Sobreviver à Crise Conjugal (ed. Oficina do Livro). O outro começa de repente a criticar o seu comportamento e aparência? Discute consigo por tudo e por nada (a justificar o deslize)? Afasta-se sexualmente de si, mas depois tem momentos de afeição súbita em que lhe oferece presentes? São tudo sinais recorrentes de traição.

PONTOS DE VIRAGEM

Como é que está a vida a dois neste momento? E a sua? Promoveram-no? Despediram-no? Perdeu algum familiar próximo? Soube ter uma doença grave que o pôs em busca de emoções fortes? É que traições têm quase sempre menos a ver com sexo do que com a necessidade de se sentir vivo, sublinha a psicóloga Cláudia Morais. «Algumas destas pessoas não só foram sempre leais como se esqueceram de si mesmas, dedicando-se à família», diz. Quando o caso surge sentem-se desejadas, especiais e cedem.

HISTÓRIA FAMILIAR

Por si só não quer dizer nada, contudo sabe-se que feridas não curadas na infância – neste caso envolvendo a infidelidade dos pais ou cuidadores próximos – aumentam as probabilidades de repetição em adulto. Tanto quanto uma educação demasiado repressiva pode vir a descambar em rebeldia e tendência para pisar o risco mais tarde, pelo que há que ficar atento a eventuais sinais de perigo.

CASOS PASSADOS

Ainda no que se refere a influências do passado, certos hábitos podem indicar uma predisposição para a traição. A começar pelo facto de o parceiro já ter sido infiel anteriormente, usar apps de namoro, frequentar massagistas profissionais ou ver pornografia depois de já estar numa relação consigo. Outros sinais de alerta passam por ter muitos amigos e familiares infiéis no seu círculo íntimo ou ser ele mesmo viciado em sexo. «A infidelidade não acontece só aos outros e pode atingir qualquer relação», diz a terapeuta Cláudia Morais, sublinhando que há cada vez mais formas de traição e nem tudo funciona da mesma maneira para todos os casais.

DESINVESTIMENTO

Não: a traição do outro não é culpa sua, que fique bem assente. Posto isto, acontece frequentemente que períodos mais atarefados na sua própria vida – por causa do trabalho, dos filhos, de um curso que esteja a tirar, de um problema de saúde que lhe tenha consumido toda a atenção e forças, do que quer que seja que possa levar o parceiro a sentir-se negligenciado (e menos desejado) – sejam propícios a casos extraconjugais.