Traição: é esta a idade mais perigosa para as relações, revela estudo

Não é um número redondo, mas tem muito que se lhe diga em matéria de traição. Esse e o último ano de cada década além da dos 30, fica desde já a saber.

Texto de Ana Pago | Fotografias da Shutterstock

Fala-se nos 40 e a ideia que fica é a de que cada um improvisa o melhor que pode para iludir a idade, com as hormonas ainda em revolução numa etapa que tem tanto de transformações como de dúvidas. Há quem diga que o melhor está para começar, quem se pergunte o que raio andou a fazer da vida até agora. Uma coisa é certa: a entrada nos 40 não é boa para quem receia a traição.

Isso mesmo mostra um estudo divulgado no jornal britânico The Sun, realizado pelo IllicitEncounters.com – o maior site de namoro extraconjugal do Reino Unido –, segundo o qual a idade mais perigosa para se cair em tentação com outro que não o parceiro são precisamente os 39 anos.

49 anos é a segunda idade mais vulnerável à traição, logo seguida pelos 29.

Aconteceu com Chris Martin, o vocalista dos Coldplay e ex-marido de Gwyneth Paltrow (estrela de A Paixão de Shakespeare e Ema). Igualmente apanhados pela maldição dos 39 foram os atores Orlando Bloom e Michael Fassbender (o Legolas de O Senhor dos Anéis e Steve Jobs no filme homónimo, respetivamente), a par das atrizes Liv Tyler (Arwen, O Senhor dos Anéis) e Sarah Michelle Gellar (Buffy, Caçadora de Vampiros).

Ainda segundo este serviço britânico de encontros extraconjugais, o padrão obtido junto dos mil inquiridos (todos utilizadores do Illicit Encounters) indica que 49 anos é a segunda idade mais vulnerável à traição, logo seguida pelos 29 e pelos ingénuos 19 – um facto que torna o último ano de cada década particularmente melindroso para os casais.

«Cuidado com o número 9. É o mais perigoso no que diz respeito a affairs», avisa Christian Grant, o porta-voz da plataforma online responsável pela pesquisa. E sim, confirma: a infidelidade aplica-se tanto a homens como a mulheres, sem exceção.

Homens e mulheres embarcam em casos extramatrimoniais quando estão prestes a entrar numa nova década.

«Tudo indica que ambos embarcam em casos extramatrimoniais quando estão prestes a entrar numa nova década», sublinha Grant, apontando o sexo pouco excitante em casa como o rastilho decisivo para 76 por cento (a esmagadora maioria) dos interpelados.

Outras razões passam por eventuais oportunidades que surjam no momento, impossíveis de recusar (o argumento de 54 por cento dos sondados), estar aborrecido com o atual parceiro (46%), haver uma antiga paixão que por acaso tenha sido inflamada pelas redes sociais (28%) ou precisar simplesmente de uma lufada de ar fresco na vida amorosa (22%).

«A chegada aos 40 anos representa um período de grandes mudanças para homens e mulheres», justifica Margarida Vietez, especialista em mediação familiar e aconselhamento conjugal. Não admira que por esta altura muitos ponham em causa as suas referências, parceiros ou o que pretendem da vida, o que se traduz frequentemente no fim de um ciclo.

«Há quem opte pelo divórcio, quem desista de lutar pela sua relação. Quem encontre num terceiro elemento um escape para as suas carências ou frustrações», explica a autora de O Melhor da Vida Começa aos 40 (ed. A Esfera dos Livros), ciente de que a nota positiva, nestas alturas de viragem, é que conflitos representam também oportunidades de crescimento pessoal.

Seja como for, não perde nada em ficar atento a possíveis sinais de traição, por muito positivos que possam ser. Deixamos-lhe na fotogaleria os mais recorrentes.